Queima-se mais um cigarro. Um cigarro que faz tão mal, como se fosse um mal menor para queimar o mal todo no meio da multidão, tanta gente, tantas caras, braços, pernas. Quase todos os seus amigos estão presentes. Ela ri, corre, diverte, irrita, anima, apaixona, consola, anima, convida, dança, brinca, pula, solta, cozinha, ama, trata, entende, cuida, limpa, responde, organiza, ambienta, conduz, joga, vê, protege, orienta, aconchega, aconselha, ouve, sorri, dá, agradece, apoia e agrada. Mas para ela, não há. A Susana sente-se profundamente, brutalmente e terrivelmente só. Ninguém tem vontade de cuidar dela. De a entender, de a compreender, de a proteger, de a ouvir, de a amar de partilhar com ela. Esta solidão roí-a toda por dentro. Consome-a, apaga-a. Dói-lhe. Tristeza, vazio, fraqueza, fragilidade, carência afectiva, emocional e carnal. Ela espera, e caí nas profundezas da falta e do mau estar de quem não está para preencher o vazio que tudo que está a volta e bem, sem saber porquê, não preenche.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Qual é o caminho certo?
A Patrícia casou nova, tem quase 20 anos de vida comum com o mesmo e o único homem que conheceu. Cansada das atitudes machistas do seu "dono", linda e cheia de vida, resolveu responder às inúmerosas solicitações dos H's esfomeados. E aqui começa a vida dela. As curiosas e novas experiências da carência que o tempo vai marcar com o peso dos anos. Prefere guardar a familia e por escolha vai se divertindo com altas doses de adrenalina. Prazer individual no princípio da partilha de casal. Esconder o que se faz. Mentir aos outros. Ser sincera com ela própria. E viver sem restrições, responder às vontades, aos desejos. Estar bem com ela própria. Opções de vida.
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